segunda-feira, 5 de abril de 2010

Vivendo os tempos mais difíceis EVER

E então Deus, tu me deste a resposta, conforta-me as lágrimas com realidade; com fatos comprovados e conseqüência, que o amor (este em sua pureza sublime) não resultará inútil, não se vermos o real sentido da forma, a sensação e seu formato apresentado, cauteloso: um passo por vez.


Eu mandei o amor pastar.

domingo, 7 de março de 2010

quem nasceu pra lagartixa nunca vai ser crocodilo

1: conto

Porque todos esses adolescentes aí, eles estão se comunicando mas estão vazios, enquanto nós temos sede de engasgar, fechar os olhos e tremer formigando em silêncio um breve fim de hoje e um caloroso novo amanhã; visto que a fadiga absorve o encanto, quando vemos já não somos, fomos.

2: Gelo personal

Quando eu voltar vou reencontrar a bagunça que eu mesma fiz.
Há quem diz precisar de tudo arrumadinho, eu nunca quis arrumação, eu sou louca na pista, beleza, prefiro limpeza.

O versado limpo no bloco que não corrige ortografia, de caso pensado escolho palavras que não me comprometam mais. Branca, da alma furta-cor, prefiro melodia melada, prefiro calor no frio.

3: Promessas Partidas

O silêncio,
co-operador
responsável é
pelo contar os dias
para ter conforto em si
livrando-se do vexame de
sentir-se
quando tentar ser feliz
é está liberto.
Conflito.
Esquecer que é melhor sorrir de dois
e chorar sozinho
Traduzindo assim
a sensação de não
ser carinho e não sentir
saudade.
Promessas-Partidas.
Sucesso!
A busca incontrolável.
Começa num silêncio,
pensa
pensamento que não pesa.

Pausa que há de algo acontecer.



4: deficiente

eu sou confundida pela paixão...
sou confusa ao amar
sou deficiente


5: sexta amante: to mais pra nuvem do que pra céu

DEUS ESTÁ EM ALGUM LUGAR LÁ FORA
DEUS ESTÁ AQUI DENTRO
NO CHEIRO DE GOZO DO MEU DEDO
NA LAMINA DA FACA DO MEU MEDO
DEUS ESTÁ NO MEU SILÊNCIO, NA MINHA ORAÇÃO
DEUS ESTÁ NA MINHA FALA
E NA LETRA DA MINHA CANÇÃO

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um tiro de amor




Ouvindo vc dizer dos 100% que nos falta
a garganta arranha um grito e a fúria salta

fazer votos é mais fácil que fazer regras
mas mesmo o amor corroído não entregas

se entregar esse amor ao acaso
o batimento irá ceder e o caso é se esconder

o mesmo amor há de propor a calmaria
esse mesmo amor há de lembrar da alegria
de se ter eu e você sem mais doer

existe música pra tudo
existe conto que é mudo
existe mudez no olhar
existe modo melhor de se expressar

e se eu tento e desisto sem pensar ou pensando pouco
desrepeito a ética da paixão
que é não se entregar ao impulso comandante do coração

e se eu escrevo em rima
mesmo sem o amor se aproximar
há de se considerar espaço
num instante morro, noutro renasço

Vai na rima e se anima
que o tempo fechado há de se abrir
e o peito ferido há de se ferir ainda mais
pois todo o afeto afeta demais

E amar vc mais
do que qualquer outra
foi e é capaz.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os divórcios me inspiram

Quando eu acordar
desse doce sonho será manhã...
Brilha sol quente
de todas as estações,
vários verões e você não vem...
Volta alto frustração
atenta ao ato de se corromper
sonha sonho que não pesa que é pra não doer.
A hora há de chegar
Há hora de aprender
Toca música da sensação,
um mosquitinho beija o chão e não se vê
Conta conto, contado tantos porquês, e tantos sei lás e tantos enfins
Santos afins
Sara ferida cetim enquanto
falta um pedaço de mim.
Penso que peso não pesa,
há de ter coragem e não ter culpa
Um olho no outro e outro na lupa
para averiguar nossos pequenos e grandes detalhes.

Mente maluca (quer mais e...) prefere a mentira
quando o consenso resultou escasso.
Defende a palavra
Defende a palavra de amor
Consulta, seus anjos, santos e seu temor.
Ainda há de acender aquela chama,
não apenas porque eu te amo e você me ama...
É que a lembrança é sensação ressucitada...
Num dia se tem tudo, tens a pessoa amada
Outro dia tem poesia
Carece o esforço de não se importar e esperar
a poesia infinita: da tela do corpo à mesa do bar.
E essa mesma chama há de acender
meu pensamento faminto de você
e no escuro a te lembrar eu concluo:
Há de se esperar!
Minha fonte seca, ainda minha nascente
o amor não mente e se se afasta, está doente
E na ausência de ser um
nenhum
está completo.

Rascunho compensa solidão
num encanto pousa a pluma da imaginação
e maceta os sonhos num intenso caldeirão...
Como explicar o que não se viu?
Como entender o que sentiu?
Como mudar a direção?
Como curar e convencer um coração?
Teria que ter ódio, e nem com isso! Não!
Vivencie a canção que eu cantei para você
Memorize os beijos que eu dei
por nós, os mais perdidos
que sempre nos encontramos.

Isabel C. Mendes Teixeira