Quando eu acordar
desse doce sonho será manhã...
Brilha sol quente
de todas as estações,
vários verões e você não vem...
Volta alto frustração
atenta ao ato de se corromper
sonha sonho que não pesa que é pra não doer.
A hora há de chegar
Há hora de aprender
Toca música da sensação,
um mosquitinho beija o chão e não se vê
Conta conto, contado tantos porquês, e tantos sei lás e tantos enfins
Santos afins
Sara ferida cetim enquanto
falta um pedaço de mim.
Penso que peso não pesa,
há de ter coragem e não ter culpa
Um olho no outro e outro na lupa
para averiguar nossos pequenos e grandes detalhes.
Mente maluca (quer mais e...) prefere a mentira
quando o consenso resultou escasso.
Defende a palavra
Defende a palavra de amor
Consulta, seus anjos, santos e seu temor.
Ainda há de acender aquela chama,
não apenas porque eu te amo e você me ama...
É que a lembrança é sensação ressucitada...
Num dia se tem tudo, tens a pessoa amada
Outro dia tem poesia
Carece o esforço de não se importar e esperar
a poesia infinita: da tela do corpo à mesa do bar.
E essa mesma chama há de acender
meu pensamento faminto de você
e no escuro a te lembrar eu concluo:
Há de se esperar!
Minha fonte seca, ainda minha nascente
o amor não mente e se se afasta, está doente
E na ausência de ser um
nenhum
está completo.
Rascunho compensa solidão
num encanto pousa a pluma da imaginação
e maceta os sonhos num intenso caldeirão...
Como explicar o que não se viu?
Como entender o que sentiu?
Como mudar a direção?
Como curar e convencer um coração?
Teria que ter ódio, e nem com isso! Não!
Vivencie a canção que eu cantei para você
Memorize os beijos que eu dei
por nós, os mais perdidos
que sempre nos encontramos.
Isabel C. Mendes Teixeira